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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

De Volta Para o Presente

Brasília, domingo, 24 de dezembro de 2006 


Será mais um recomeço? 

Acredito que não! Esse é o começo. O novo começo. 
Para isso servem as horas, os dias, os meses e os anos. 
O que você não fez a um momento atrás, pode corrigir agora. Pode realizar agora. 
E quando você erra? Bem... Vai sempre haver um final de ano novo para que você deixe os erros para trás e comece do zero, acertando. 
A passagem de ano, passa então a ser apenas um mero simbolismo? 
Não! 
Se você acredita que as coisas realmente podem mudar, que o que havia de podre, ruim, vencido ou mofado dentro de você realmente ficou pra trás, isso se tonará um fato. 

"Você é a mudança que deseja para o mundo." 

Mudar é complicado e as vezes sofrido, mas é recompensante. 
Pense nas atitudes positivas que deseja realizar e confie no seu instinto. 
Satisfaça-se. 
Lembre porém das palavras, ações e talvez pessoas ou lembranças que quer ou que tem de deixar pra trás. 
Nós não somos como uma enorme bolsa sem fundo. As vezes, carregar memórias demais torna-se cansativo e cansados não seguimos adiante. 

Porém, não deixe nunca os momentos verdadeiramente felizes para trás. 
Eles são o mapa da mina dos sorrisos e provavelmente o que ainda vai te salvar de se perder na solidão. 

Reavalie suas prioridades, corrija seus erros. 
E no momento da virada, comece do zero uma nova vida. 
Nada de "recomeçar". 
É apenas começar. Começar. 

Feliz Natal! E boas energias pra 2007.



E esse era o texto de (re)abertura de um dos meus primeiros (e mais querido) blogs. No fim do ano de 2006, começo de 2007...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Parem o mundo que eu quero me atualizar!


Em conversa recente com a amiga e colunista do PoucoPop, Patricia Melo, chegamos à conclusão (mesmo que nenhum de nós tenha expressado isso em palavras) que o cinema, a televisão e as editoras andam produzindo mais do que nunca. Estamos numa era de overdose de informação e ainda não sabemos muito bem como lidar com isso.Para entender isso um pouco melhor, vou trazer a perspectiva para o ponto de vista da minha pessoa, assim, como quem não quer nada.

Eu, como todo nerd que se preze, gosto de estar bem atualizado. Gosto de ver bons filmes e seriados (e às vezes, os ruins também), ler bons livros e quadrinhos (aqui vale a mesma regra), gosto de saber o que se passa com o mundo. O fato é que, enquanto escrevo esse texto, o ícone do Google Reader que eu implantei no meu navegador, para que as notícias que leio não se acumulassem, está pulsando ali, com mais de 50 novas notícias, mesmo que eu tenha marcado tudo como lido lido uma por uma para saber do que se tratavam há menos de duas horas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma Breve Análise Sobre a "Cara de Pau"

Dentre as muitas coisas que vi e quis compartilhar durante os dias de palestra do Almanaque de Criação, o vídeo a seguir está entre as cinco que mais brilharam aos meus olhos.

É nada mais que lições sobre liderança, que podemos obter observando um cidadão muito feliz dançando loucamente ao som de Santigold, Unstoppable.



O fato é que, de algumas as características marcantes da minha personalidade que eu possuia há cinco anos atrás e não possuo mais, uma das que mais sinto falta e que seria feliz se pudesse voltar a possuir, seria a cara de pau, a falta de vergonha na cara.
Porque é o que acontece quando você confia nas suas idéias, nos seus ideais. Você está fadado ao sucesso...
Ter coragem, ousar, não se ater ao que já foi feito.
E é do que mais sinto falta em mim. Da minha capacidade de ser "Unstoppable"!
Afinal, nunca fui muito convencional.

O lance é confiar na bússola interna, que guia nossos comportamentos, desejos e outras coisas mais... Mas no fim, é sempre a mesma coisa, mesmo que só no meu interior.

Eu beijo os pés do bom senso, mas presto culto à insanidade.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Noite Qualquer de Um Verão Singular

Lá se vai a noite...

Sete da manhã e eu aqui, ouvindo The Strokes.
Se estou com sono? De forma alguma (o que talvez seja uma mentira na qual eu queira muito acreditar)!
O Sol rasgando a janela, perfurando os espaços do tecido da cortina...

E por que não dormir?
Porque há tanto para se aproveitar. Tanto em que gastar a energia que, para falar a verdade, nem sei se ainda tenho.
Fechar os olhos agora é perder a maravilhosa oportunidade que a vida não vai me reservar novamente, de sair, de viver...
Sem essa baboseira escrota de "mudar o mundo".

Aproveitá-lo, sim.
Da maneira que ele se oferecer a mim...

Dormir, seria deixar para trás a chance de mudar a mim mesmo, lá, debaixo da vitamina D.
De correr das crianças, fugir do vento, se entregar ao brilho do céu...

O problema é que... acho que esse papo todo me deu sono.

zZzZzZzZzZzZz

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lá e De Volta Outra Vez

Ficar sem escrever por muito tempo aqui é, de certa forma, frustrante. É como um retorno ao irritante, problemático e limitador 'primeiro post'.
De qualquer maneira, o que tenho a dizer é que... tenho tanto a dizer que não sei onde e nem como começar.
Essa é a quinta ou sexta vez esse mês, em que abro o editor de textos do blog e digito alguma coisa, apago tudo e o fecho sem brincar.

São tantos pensamentos correndo soltos para dentro do estábulo, se trancando e de vez em quando comendo e procriando, que acabo esquecendo de compartilhá-los.

Então, vou tentar expor essas idéias, pra ver se assim, elas deixam de me atormentar diariamente. Ou quase isso.

Em 2009 escrevi apenas nove textos para o blog.

Espero que em 2010 eu tenha a oportunidade de escrever muito mais que dez textos.
Quem sabe, dez vezes dez.

Desde já,

Obrigado a você, leitor.

domingo, 5 de abril de 2009

Nostalgia

Quem tem a infelicidade de me conhecer, sabe que eu sou uma pessoa extremamente nostálgica, saudosista, e estranhamente, utópica.
Consigo imaginar com uma facilidade absurda um passado que vivi e ao qual adoraria pertencer novamente. O estranho é que gostaria de usufruir do mesmo, permanecendo com as coisas que adquiri de lá até aqui.
Ainda posso sentir com uma estranheza de detalhes de certa forma, apavorante, o cheiro do ar das ruas por onde andava aos dezessete anos, as horas a fio deitado na grama, como se o futuro não estivesse me espreitando atrás de uma moita, prestes a dar o bote. Um senhor filho da puta!
Ele vem sem avisar e pega você de calças baixas. Quando há algo pra perceber, já é tarde demais e você está envolto naqueles problemas onde uma palavra sua é a maior armadilha de onde você provavelmente vai levar muito mais tempo pra sair. E o Sr. Futuro faz isso sucessivas vezes, na tentativa – comigo, falha, por sinal – de que você esqueça como era o seu passado e se adapte a esta nova rotina.

Coitado.

Eu continuo correndo contra o tempo, mesmo sabendo que a jogada certa é abraçá-lo como amigo. Permaneço sentindo aquele desejo imenso de agir diferente de todo mundo e com isso imitar a massa de uma maneira estranha… Me perguntando como as pessoas que realmente cogitam que o importante é agir como os outros chegam aos mesmos caminhos aos quais eu chego.

Como eram bons aqueles tempos passados… Nem nos tempos antes deles eu precisava pensar.

Acho que é porque toda vez que penso no tempo que ficou para trás, imagino uma faixa pontilhada no meio da auto-estrada, marcando incessantemente tudo aquilo que já passou.

É… Definitivamente o tempo é uma medida de espaço.
Esse sufoco que o diga.

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sábado, 31 de janeiro de 2009

2000inove

Olá coleguinho, olá coleguinha,

Como foi o seu janeiro?
É meu querido, minha querida. Janeiro veio e se foi, rápido como o Tom Cruise correndo em qualquer um dos filmes onde ele corre. Como bem disse o pessoal do Jovem Nerd, ele provavelmente é filmado em câmera lenta, para que as pessoas possam acompanhar ele correndo, como se fosse em velocidade normal. E eu mudei drasticamente de assunto, somente para dizer que sim, janeiro se foi. Foi como uma pomba no cio atrás de... tá, já entendi.

Em janeiro, primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregoriano, composto por 31 dias, com um nome provindo do latim, enfim... é neste mês que a maioria das pessoas viaja para algum lugar remoto, descansa do trabalho ou tira horas vagas para alimentar-se mais e mais.
É também em janeiro que começamos a perceber quais metas de ano novo nós realmente vamos cumprir.

Neste janeiro, neste ano, o que você fez, ameiguinho?

Eu fiquei em casa o quanto pude, li, assisti à diversos filmes, aprendi a montar meus próprios DVD's, adoeci duas vezes, marquei minhas aulas de volante, joguei Imagem e Ação por duas vezes, trabalhei e folguei dobrado, tirei sangue e fiquei com vergão no braço, fui tão sincero como pensei que nunca poderia ser, voltei a ter contato com pessoas queridíssimas, conheci gente nova, sai com os amigos e lutei contra o sono (mesmo querendo sempre perder)...
Eu quis que esse começo de ano fosse inesquecível, e pode apostar, ele será.

Pra esse ano, repleto de mudanças, eu espero força pra não desistir e garra pra conquistar o que é meu sem passar por cima dos mais fracos (mais fraco que eu?! MAAUAHUAHUA). Uma volta às origens de mim mesmo, afinal, por mais que as coisas mudem daqui pra fente, Recordar é (e sempre será, recorde-se disso) Viver.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Supernova

Por favor, dê play aqui antes de prosseguir.
Pronto?!
Ok! Vamos lá...

Alguns raios do delicioso Sol dessa gostosa manhã estão entrando pela janela aberta. Passei horas aqui, pensando no que dizer, porque sentia que precisava dizer alguma coisa, como quando você quer conversar com alguém, mas não sabe muito bem sobre o que... É mais um desejo de estar perto, de saber que por mais que você não tenha o que dizer, tem alguém ali pra te ouvir.

Em alguns raros momentos como esse, eu gostaria de não precisar dormir (em todos os outros eu dormiria incessantemente sem o menor problema). É como se eu fosse perder uma maravilhosa sensação se fechasse os olhos, como se declarasse derrota.

O Sol continua inundando o quarto pela pequena brecha e me faz sentir forte, poderoso... Me faz sentir o dono do dia, porque quando todo mundo estava dormindo, eu estava aqui, pastorando, cuidando pra que o parto do dia ocorresse tranqüilamente... E me sinto fraco também, por não poder prolongar esse calor ameno por todo o resto das horas de hoje, quem sabe, de amanhã ou depois...

Tenho certeza que tem um dedo da minha avó na maneira como as nuvens nasceram... E agora entendo o que fiquei repetindo pra mim quando ela faleceu: "Ela não deixou de existir, apenas passou a fazê-lo em todos os lugares...". É vovó, eu sei que você tá aí e aqui... Tá onde estiver a força do meu pensamento em ti. Muito obrigado por esse momento, do raiar do dia.

Só queria poder registrar a magia desse minuto. Queria sim, mas acho que isso é uma daquelas limitações humanas para coisas maravilhosas, como voar, por exemplo. Fica então, o maior desejo desse momento, desse minuto, das duas últimas horas onde quis em vão escrever algo que fizesse algum sentido.

Fica aqui o meu desejo de que eu, a vovó, meus amores e todos vocês tenham um dia muitíssimo inspirado, um dia para que venhamos a encontrar o que estávamos procurando...

e que assim seja...

Amém!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Problema do Efeito Retrovisor

Eu sempre tive de ser seletivo.
Filho único, mãe solteira, ter muito brinquedo era realidade apenas em datas muitíssimo comemorativas. Fora delas eu tinha que escolher bem o brinquedo que pretendia ganhar, e as leis de mercado me seguiam desde os primórdios tempos.

Graças a Deus nunca me faltou nada, minha mãe sempre se desdobrou em três para satisfazer o mimo da criança que era eu, abençoada seja Ela; no entanto, a regra básica era a do custo/benefício. Quanto choro aquele brinquedo querido ia custar e será que realmente ele valeria todo o esforço.
Eu quase sempre errava e o esforço era em vão. Brinquedo na mão e a frustração de ter escolhido a opção errada.
Mais uma lei pra aprender, essa, da publicidade... "Nada é tão bom quanto aquilo que você não tem".
E assim a infância veio e se foi.

Durante a adolescência, as escolhas passaram a ser mais fáceis.
Eu tinha que decidir não o que comprar, mas para onde ir. E eu ia aonde a galera ia.
O drama nessa fase era escolher para onde não ir, quando o dinheiro era pouco. "Vejo o filme do momento ou vou à festinha no fim do mês?".
Graças a Deus, aqui, eu soube escolher melhor. Eu optei por ir ao cinema e não precisei ver, durante a festa na escola, aquela pura, ingênua e doce menina que eu tanto amava, num excessivo movimento oscilador de corpos num canto sujo da quadra de basquete, como se a espécie humana fosse entrar em extinção a qualquer momento e a única maneira de sobreviver fosse propagando o DNA dela pela garganta repleta de saliva e mitocôndrias de um indivíduo que certamente não era eu!

Foi uma fase de escolhas mais tênues também, porque de certa forma aquela competitividade da infância ("meu brinquedo é mais brincável do que o seu") tinha dado um tempo (até virarmos adultos) e entre o meu círculo de amigos, éramos iguais. Adolescentes sem nenhum trocado, desesperados pra se divertir numa cidade onde a maior diversão de todas é tomar banho de chuva, lugar onde, irônicamente, nunca chove.

Aí, veio a fase adulta!
Ou ao menos era para ter vindo...
Continuo aqui, sem saber o que fazer da vida, ou como fazer o que escolhi para ser feito.
Eu penso no amanhã e temo. Penso no ontem e temo. Penso no agora e descubro que penso demais...
Não sei se as escolhas são assim mesmo, tão difíceis; ou se eu sou um completo medroso (pra não dizer "um tremendo cuzão") que tem medo de tomar o caminho errado e me arrepender, como quando criança.

De certo nisso tudo é que... Fora a crise econômica, toda decisão tomada tem metade das chances de dar certo. A outra metade, é... bem, você sempre pode tentar novamente.
Mas é na certeza do acerto que vou aprender a apostar.
Sem medo.
Sem vacilar.
Afinal, são sempre muitas alternativas, mas no fundo, a vida é uma escolha só, bem simples...


Você toma um caminho e não olha pra trás.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Leia o que puder... (enquanto puder)

Bloqueio criativo, só pode. É a única desculpa cabível para a minha baixíssima assiduidade.
Quase um mês sem dar as caras por aqui e finalmente volto, para pedir a atenção dos meus queridos dois leitores de volta.
Então, virando a página, vamos lá colegas.

A faculdade, este semestre, está absurdamente parecida com essa nova leva de filmes de ação, onde parece que vai, parece que vai, daí acaba o filme mas não foi, sabe?!
A maioria dos professores é meio insuportável (e eu espero que nenhum deles me leia) e não tem metade do carisma dos professores do semestre passado.
Dois se salvam. O professor de cultura brasileira, que é um cara muitíssimo inteligente e consegue prender a atenção da turma de maneira fácil (da forma como eu gostaria que rolasse entre eu e vocês) e a excelentíssima professora de Introdução ao Pensamento Imaginário. Não há um que não goste dela, ou até há, mas a gente sabe que no fundo, não gosta porque não entende.
Ela consegue falar de 189² temas diferentes em aula e repeti-los se necessário.

Esse semestre definitivamente não me fisgou... Me sinto como que lendo um livro chato só para poder dizer que li.

Mas, como nem tudo na vida deste nerd que vos escreve são aflições, esta semana eu vou tirar uma extensa e consentida folga e vou poder, por uns dias, não ter de olhar aquele bando de... pessoas.

De quebra, já consegui pôr as mãos, ou melhor, os tímpanos, no novo álbum do Keane! E é lindíssimo... Certamente um dos álbuns melhor produzidos de 2008, quiçá do século XXI.
O primeiro single, Spiralling é dançante como Keane nunca foi, e assim como todo o álbum, dividiu opiniões internet a fora!
O segundo, The Lovers Are Losing lembra mais o som do antigo Keane, mas com boas doses de novidade na levada da música, com teclado ritmado.

Todo o resto do álbum é muito bom. Realmente uma obra prima do Piano Rock.

Resta agora esperar o novo dos Killers. :D

Outra coisa maravilhosa na qual pus as mãos foi a edição completa de "As Crônicas de Nárnia", do C.S.Lewis. Aquela com o Aslan na capa! Lembrando que só li uma das crônicas, a primeira na ordem cronológica, eu acho... "O Sobrinho do Mago".
Junto a ela, tenho outros quatro livros para ler e de repente essa semana de folga parece pequena! =T

Dia 25 de dezembro será lançada aqui no Brasil a versão cinematográfica de "Twilight" ou "Crepúsculo", como você quiser chamá-lo. Este é o primeiro de uma série de livros escritos pela estadunidense Stephenie Meyer. Narra a história de Bella (interpretada pela linda Kristen Stewart de Eu e as Mulheres) que conhece o vampiro Edward e juntos aprontam altas confusões.
Ainda não li, mas é pra breve.

(Apenas uma desculpa pra colocar um pôster com a Kristen)

Agora, vou acordar de verdade, porque os pássaros já estão cantando e o Sol já nasceu.

Força e fé!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Se eu peco é na vontade

Há quase duas semanas venho querendo escrever por aqui, mas simplesmente não sabia o que ou porque!
Então resolvi desligar a barreira da formatação que queria dar ao texto, botei a música mais brega que podia pôr pra tocar aqui e vim escrever...

Procurando o meu sossego, procurando meu sufoco.
Me meti a querer corrigir a posição dos móveis sendo rearrumados aqui em casa, porque afinal, um quarto ficou sobrando desde que minha avózinha foi para junto de Deus!
Eu divido um quarto com três pessoas, ou melhor, dividia. Meu tio migrou para o quarto da vovó e aqui ficou com a vaga de uma cama sobrando. Numa casa com sete pessoas, o espaço de uma cama é valiosíssimo.
Acabei ganhando um indesejável guarda-roupa, já que minhas camisetas ficavam numa arara-armada, e eu preferia como estavam, mas minha mãe não.

Além dessa arrumação, tem a outra, mais complicada. Arrumar a vida.
Botei os móveis todos pra fora e estou com uma preguiça danada de colocá-los todos pra dentro novamente. Parece que não vão caber nem com bastante esforço.

Ando sem ânimo para a faculdade, para a leitura, para a escrita, para o trabalho, para a vida.
Precisando constantemente de café, nada de saúde.
Sinto que em breve, se não concerto isso, vou ser bombardeado por todos os lados.

Consigo sim, achar a poesia nas pequenas coisas... mas passo longe de transpassá-las ao papel, como fazia com certa facilidade. Preciso encontrar o meu eixo, minha abscissa e minha ordenada.
Mas, se o sono é mais forte, me entrego...

Então, enquanto ando torto, a quem lê o blog, fica a dica. Parafraseando Marcelo Camelo, na última faixa do lindíssimo Los Hermanos na Fundição Progresso:

BRIGADÃO PORRA, VOCÊS SÃO A MELHOR PLATÉIA DO MUNDO!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Entre Umas e Umas

No meio de uma aula, ouvindo as diversas estranhezas aqui da sala, da turma. Planejando um post para, talvez, hoje a tarde sobre álbuns completos.
Tô morrendo de sono, porque eu passei a madrugada fazendo um trabalho.
Começo a sentir o peso das responsabilidades da faculdade, agregada aos outros deveres.

Bem, mais tarde eu volto.

Ou não.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"É morena, tá tudo bem"...

Com frio nos dedos e pernas, filando internet alheia pra poder postar de longe.
Ouvindo o lindíssimo '4' do Los Hermanos, na casa da madrinha e pensando nas coisas como vão e estão.
Impressionante como bons momentos também tem seu lado negativo... Principalmente o suco do vício. O desejo da reprise!
Ontem a noite, com a Morena... Com o azul estrelado de céu, que é ela.
E tudo o mais é só o que resta, o que sobra.
Hoje, longe demais para viver o mesmo, no entanto, perto para sentir, confundo pensamentos com estrelas e histórias e seco as palavras pra dizer que era lá que gostaria de estar.
Ou com ela aqui...
Mas se sobra o sonho, resta a paz, de saber que amor bom é assim... o que tem mais falta de sobra que o inverso. Todo momento é lindo e todo desejo é bem aproveitado...
E entre dois braços, eu encontro mais que simplesmente os sonhos bons.

É lá que acho paz.

"...poderia até pensar que foi tudo sonho.
Ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira.
Besteira qualquer nem choro mais...
Só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena..."

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Máquina do Tempo

Reparei há poucos minutos que ainda guardo na mente o cheiro do apê em que dei a cagada de me hospedar em Espírito Santo, há mais de dez anos.


Acho que sempre vou querer voltar lá!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Considerações Sobre o Amor

Coração com xadrezAi que confusão... Na cabeça e no coração!

Você decide que dessa vez vai dar certo e não importa o que aconteça, você vai sorrir no final. Sempre aparece algum infeliz com o clichê "se o final não é feliz, então ainda não é o final!"...
Grande merda! Continua infeliz do mesmo jeito.
E bem... A sensação que eu tenho é que o final ainda está longe de chegar e essa parte do filme está particularmente tediosa.

Você pensa por dias e decide deixar a situação na mão do coração. E o que ele faz?
Apronta uma burrada...
Depois me chamam de manipulador, de maluco, de egocêntrico.
Oras, a porra da vida é minha e eu tenho o direito (quase o dever) de poder decidir o que e quando sentir.

Também... Quem precisa do livre arbítrio?
Não seria mais fácil se Deus desse a cada um de nós um par e pronto.
A maioria ia querer trocar de vez em quando, mas...
Poxa... Esse lance de procurar a alma gêmea dá trabalho demais.
Não que eu não goste!

Lembro da época de escola... Eterno romântico incorrigível!
Como se fosse um erro que eu cometi. Uma praga que precisasse ser exterminada.
Não, o amor não é um problema.
O problema somos nós! Sempre insatisfeitos...

Tudo bem, eu concordo que às vezes, o amor pode gerar algumas contravenções.
Conheço um fulano que perdeu a vida pro amor... e não foi nada lindo!
Ele acordava apaixonado, cumpria suas obrigações apaixonado e antes de dormir, pensava na razão de sua paixão.
O fulano simplesmente deixou de viver... Só pensava no amor.

O amor vicia!
E o problema maior, é quando nos apaixonamos pelo próprio amor.
É como estar em constante queda livre!
Maldita queimação interior que não passa com goles de água, leite ou Engove.
E é um tal de estar sempre encantado, empolgado, aflito.

E é essa aflição que, cedo ou tarde, faz a gente entender o propósito de tudo!
Ou Deus não existe ou a razão maior de viver é simplesmente amar...


...e pra mim, a existência de Deus é incontestável!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Entre a vida e a... vida!

O barulho é ensurdecedor, mas é fora ou dentro de mim?
Caramba! É dentro de mim... É meu coração bombeando sangue numa ultra velocidade, criando um som distorcido e frenético, molhando minhas mãos, secando minha boca.
Mas, o que é isso? O que é esse inverno no meu estômago? E por que tantas borboletas estão batendo as asas por lá, se nem é primavera?
Ai meu Deus! Estou tremendo... E preciso me sentar!
Não! Preciso ficar de pé! Já sei, posso pegar o celular e fazer uma ligação, eu preciso de suporte. Pouco importa se não há ninguém do outro lado, só não posso ficar só agora.
Minhas pálpebras pesadas desabam, e tudo fica escuro. Tudo!

Sinto meu rosto ferver... E está vermelho como um rubi? Mas... como? Por que?

As batidas ainda descompassadas do meu coração, como um bumbo louco tocando sem parar, aceleram mais e mais. Então me falta o ar.

Minhas pernas estão fracas, preciso me sentar, preciso me deitar!

Meu corpo todo está tremendo. E eu não entendo porque...

Será? Será isso mesmo?

Então você se levanta da cadeira, sai detrás da pequena parede clara que nos separa e sorri pra mim, que pareço estar morrendo. Você sorri e tudo faz sentido!

Eu estou apaixonado por você!


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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro

A história que vou contar a seguir, não é para os de estômago ou coração fraco. Ela é para os desacreditados na força da semente de um grande amor que surge dentro de uma amizade.

Duda segurou a respiração! A multidão abriu um corredor entre ele e Luna, mesmo sem parecer ter ciência nenhuma daquilo.
Ela o encarava de frente, enquanto ele sentia o suor escorrer pelas mãos e via as muitas pessoas voltarem a caminhar normalmente.
Duda tinha certeza que aquele momento tinha sido a prova real da existência de uma força divina. Ele não precisava de mais que três segundos, o tempo exato em que as várias pessoas presentes na feira deixaram de caminhar entre os dois, para perceber o que sempre guardara pra si mesmo, Luna era a menina que ele queria - e querer aqui, tem o sentido de desejar, amar algo ou alguém profundamente - e ele não queria mais esperar.

Atravessou a multidão aos trancos, sentindo como se estivessem novamente protegendo o tesouro que lhe revelaram. Os olhares se cruzaram novamente e logo depois... um sorriso.
Luna costumava sorrir pra ele quando sentia que ele estava realizando alguma coisa potencialmente romântica e idiota, ela adorava isso nele. Era como se não ligasse pro mundo.
E ele adorava que ela adorasse isso...

Parou na frente da garota, quase sem fôlego e admirou-a da cabeça aos pés. Ela usava um All Star rosa, uma saia jeans de pregas pouco abaixo do joelho e uma camiseta sem mangas, com listras brancas, rosadas e com as alças do soutien a amostra. Os cabelos estava presos dos lados, com presilhas em forma de botão. Parecia a personagem de um desenho animado.

Ele queria dizer as muitas coisas que pensava em forma de poesia, mas só conseguiu balbuciar algo como "vem?".

Era a segunda vez que a banda tocava a mesma música essa noite, mas ele estava decidido que agora era para os dois. Passou a mão por trás dos cabelos dela, pigarreou baixinho e então disse "Quer algodão doce?", Luna sorriu... "Só se você dividir comigo!", Duda enrubesceu, "eu poderia dar algumas mordidas!".

Caminharam por alguns minutos, se divertiram em alguns brinquedos e quando a chuva começou, sentaram-se sobre um pequeno morro grameado, cercado por algumas grandes pedras. Duda olhou pra Luna, para o céu e novamente para a garota, e ela retribuiu o olhar, séria, tensa. Lá embaixo, na feira, a banda tocava a mesma música mais uma vez. A música dos dois!

Então... Ele passou novamente a mão por trás dos cabelos dela, trouxe o rosto dela para mais perto do seu e o que aconteceu a seguir eu não posso revelar. Eu não estava lá e mesmo que tivesse, acho que teria me retirado nesse momento. E ainda assim, se não tivesse me retirado, eu não iria contar a vocês que os dois deram um beijo que durou muito, muito tempo e selou enfim, uma nova etapa na relação de seis anos de amizade, que era mais um namoro em segredo para ambos. Os dois resistiam em admitir, mas souberam desde a primeira vez que ele derrubou o aquário dela numa apresentação - sim, ele fez isso duas vezes! - na aula de biologia que aquilo que sentiam não era só amizade.

Pra ser mais específico, eu posso afirmar que de onde eu vi - escondido sobre uma grande pedra cinza, pouco atrás do casal - a lua artificial da decoração da feira, feita de várias lâmpadas incandescentes, mantinha ambos num clima de amor eterno. E não tenho vergonha de dizer, que mesmo tendo se passado tantos anos, Duda Rangel e Luna Bastos continuam juntos como sempre estiveram, desde de vinte seis de abril de dois mil e dois.

Um verdadeiro amor eterno, que não ousou acabar mesmo com os conflitos, as lágrimas e a divergência no estilo literário brasileiro preferido.

Ao som de Signal Fire; Snow Patrol

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Em Qual Estação?

Na hora de sair eu prendi a corrente na alça da mochila, enrosquei o apoio da bicicleta e fui, ouvindo Hello Sunshine.

Na hora do almoço a Fernanda apareceu. A gente conversou sobre um monte de coisas, navegou na internet, fez vários planos... aí, minha mãe liga e avisa que Tia Helena ia descer a serra.
- Hey! Dinda, tipow... sua mãe vem pra cá hj... será que?
- Ah! Ela vai?! Acho que vou também!

Mais planos, mais piadas, mais sorrisos...

A Fernada encucou que existia um tal Doritos 30 quilos e que queria por que queria (não que eu não quisesse um pacote de Doritos de 30 quilos).

Depois, ela quase se perdeu aqui em Chino, mas isso foi evitado porque Nandinha possui a sabedoria das ruas (ela sabe para qual rua deve ir! XD ).

A dinda chegou e a gente decidiu ir a um shopping que fica praticamente em Orange Country. Passados uns constragimentos (e caras de c*), eu receio dizer a quem não gosta de momentos felizes que a nossa sintonia finalmente se estabilizou.
Talvez seja precipitado da minha parte afirmar isso - e encher a boca com tanta convicção - e eu pagarei o preço que me for cobrado, caso esteja errado, mas creio que aquele passeio repleto de momentos idiotas (e vergonhosos) e uma temporada de The O.C. foram necessários para recolocar as nossas ondas numas mesma frequência e estabilizar a nossa canção, creio eu.

Ainda bem que as coisas se acertaram sem mortos, sem feridos e sem a necessidade dá intervenção direta do Comandante Nascimento, afinal, aquele clima de chiado não tem muito a ver com a gente.

Ahhh! E eu sabia que se abrisse a porta do carro aquela hora, ia atrapalhar alguma coisa, mas... perco a amizade mas não perco a piada!


=D

Ouvindo: Smallville & The O.C.m3u

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lágrima de Chuva (Killing Me)

Quatro da manhã e cá estou, acordado e confuso, ouvindo Maria Rita e refletindo sobre dias que vivi.
Essa tamanha dificuldade de abandonar o passado, que me impede de seguir em frente, por diversas vezes. São músicas que me lembram palavras, palavras que me lembram momentos, momentos que sufocam tudo.
Se eu não derramar algumas lágrimas hoje a noite, pode ter certeza que é fruto de muita força de vontade.

Na mente um dilema... Na verdade, diversos dilemas intrínsecos e cheios de significados absurdos.
Aonde, como, quando e por quê?

De onde vem essa nostalgia absurda? Essa incapacidade de aceitar que as coisas aconteceram como aconteceram porque tinham de acontecer e, do passado, eu jamais poderei mudar um detalhe, por menor que seja...
Quanto tempo dura essa agonia? Porque ela fere, e não é fruto do meu desejo como alguns ousam afirmar.
E a pergunta mais importante: Alguém pode fazer isso passar?

Se alguém tem a resposta, eu tenho meus braços abertos e um par de xícaras com chocolate quente pra compartilhar.

No fundo eu sei que sou quem está me matando...

... só não consigo parar.

E se eu chorar hoje a noite, não tem problema não.
Há de ser gota de chuva!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Meio Estranho no Paraíso

Eu caminhei um bocado, e nem pareceu tanto assim...
Como eu não tive a sorte que esperei ter no post anterior, levei duas horas e mais um pouco até me jogar na frente do carro da Dinda.
A cara dela de "Como Assim?" é irresistível.
A Nandinha inventou que queria sorvete, só pra fazer a Kate sair de carro. :D
Dentro do carro estavam as já citadas Nandinha e Dinda, e também a Bia (e a partir deste momento eu também).
A gente voltou pra casa da Kate e eu juro que acho que tocou a música do Akon nesse momento (ele e o seu "Nobári uana ciríos tuguedá").

Lá na casa da dinda me apresentaram para uma tal de Mara, ops... Andréa (eu acho que vou apanhar). Aí teve o almoço, teve o almoço de novo, teve que a gente ficou na sala vendo o acústico do Sandy e Junior.
Eu, Kate, Bia e Andréa, já que a Fernanda foi brincar de isoladinho num dos quartos por não gostar de Sandijúniu. COMO ALGUÉM PODE NÃO GOSTAR DE SANDYJÚNIU?

Eu acreditei inocentemente que lá estaria com um clima mais ameno que aqui. Ledo engano.
Deus do céu, que calor é esse?
Eu suava por todos os poros dos poros. Não era transpiração, era evaporação mesmo! =D
A gente passou o resto da tarde entre o Super Nintendo (béry náice!) e os filmes que eu não vi. Eu ainda dei uma dormida no chão...
A noite, fomos à missa.
E não sei por que o clima ficou meio pesado, mas ele ficou.
Mesmo quando a gente saiu pra comer, e apertou mais uma pessoa no carro (tia Helena, essa parte eu inventei!) e conversar um pouco.
Comi um hot dog gorduroso, bebi refri, fiquei com muiiiiita vergonha (como não ficava há anos) e depois disse e ouvi umas verdades daquelas que parecem lâmina, sabe?!
Pois é...
Eu queria que tivesse sido diferente, afinal, foi a primeira vez que eu e Mônica conseguimos ir pro mesmo lugar ao mesmo tempo, mas tudo bem... Espero que hajam novas oportunidades de corrigir essa noite, esse momento.
Depois uma longa conversa com a Angélica e com a Babi... e quando a Angélica foi dormir, eu e Babi ainda conversamos mais...
Então, fui dormir pra tocar a vida.

Pergunta do Dia: Como um momento pode ser tão agridoce assim?
Momentos memoráveis:
  1. Os protetores de calcinha
  2. "Is It Any Wonder"
  3. Tenho a porta em minhas mãos (literalmente)
  4. Em quem você se espelha?
  5. Driving Lessons
E para breve, mais surpresas do destino.

Se você não entendeu ou não conseguiu acompanhar, perdão, o sono destrói as habilidades que eu já não tenho.

E a fome também...

Ouvindo: Cristal Ball do Keane e Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys, que marcou o dia de ontem.