sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Supernova

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Pronto?!
Ok! Vamos lá...

Alguns raios do delicioso Sol dessa gostosa manhã estão entrando pela janela aberta. Passei horas aqui, pensando no que dizer, porque sentia que precisava dizer alguma coisa, como quando você quer conversar com alguém, mas não sabe muito bem sobre o que... É mais um desejo de estar perto, de saber que por mais que você não tenha o que dizer, tem alguém ali pra te ouvir.

Em alguns raros momentos como esse, eu gostaria de não precisar dormir (em todos os outros eu dormiria incessantemente sem o menor problema). É como se eu fosse perder uma maravilhosa sensação se fechasse os olhos, como se declarasse derrota.

O Sol continua inundando o quarto pela pequena brecha e me faz sentir forte, poderoso... Me faz sentir o dono do dia, porque quando todo mundo estava dormindo, eu estava aqui, pastorando, cuidando pra que o parto do dia ocorresse tranqüilamente... E me sinto fraco também, por não poder prolongar esse calor ameno por todo o resto das horas de hoje, quem sabe, de amanhã ou depois...

Tenho certeza que tem um dedo da minha avó na maneira como as nuvens nasceram... E agora entendo o que fiquei repetindo pra mim quando ela faleceu: "Ela não deixou de existir, apenas passou a fazê-lo em todos os lugares...". É vovó, eu sei que você tá aí e aqui... Tá onde estiver a força do meu pensamento em ti. Muito obrigado por esse momento, do raiar do dia.

Só queria poder registrar a magia desse minuto. Queria sim, mas acho que isso é uma daquelas limitações humanas para coisas maravilhosas, como voar, por exemplo. Fica então, o maior desejo desse momento, desse minuto, das duas últimas horas onde quis em vão escrever algo que fizesse algum sentido.

Fica aqui o meu desejo de que eu, a vovó, meus amores e todos vocês tenham um dia muitíssimo inspirado, um dia para que venhamos a encontrar o que estávamos procurando...

e que assim seja...

Amém!