sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cinema | Indicados ao Oscar de Melhor Filme 2013 - Pt. II


Opa, tudo bom com você? E com a sua família, como tá?
Continuando a proposta levantada no texto anterior, vamos seguir com as breves resenhas (o mais breve que uma pessoa como eu pode ser, não reclame, HUNFS!) dos indicados a Oscar de Melhor Filme 2013. No primeiro texto a gente falou um pouco de Django Livre e Argo, né?! Agora vamos falar um pouco de outras três grandes indicações para 2013, chegaí. Vamos começar com o filme que tem a protagonista mais inesperada do ano.

O nome dela, Quvenzhané Wallis, é difícil pra caralho de escrever e provavelmente impossível de pronunciar (mais ou menos cuan-ve-ne-jê, sério), mas ela manda muitíssimo bem... e como manda. Também pudera, né?! Quando fez o teste para o papel, mentiu sua idade para a produção, já que só tinha 5 anos na época, um ano a menos do que o permitido para fazer o teste. Essa pequena está concorrendo também ao oscar de melhor atriz, disputando contra Naomi Watts, Jennifer Lawrence e Emmanuelle Riva e, caso ganhe, será a mais jovem atriz a receber a estatueta, com apenas 9 anos de idade. Mas vamos falar um pouco do filme.
Indomável Sonhadora traz a história de Hushypuppy, uma menina de 6 anos que vive com o pai numa ilha próxima ao dick que separa Nova Orleans de água pra caralho. Durante a passagem do furacão Katrina, em 2005, o lugar fica quase totalmente submerso e aí as coisas começam a complicar. Hushypuppy é uma garotinha esperta que entende que as coisas não estão indo bem mas não se contenta em ficar esperando que tudo se resolva e parte pra correr atrás do que acha que lhe é fundamental, fazendo o possível para deixar gravado o seu nome na história, se tornar dona do próprio destino, como só uma criança de seis anos livre pode ser.
O filme é quase um conto de fadas com background triste, mostrando a miséria em que aquelas pessoas vivem mas sem ser abusivo. Uma das maiores vantagens que Indomável tem é o seu diretor, Benh Zeitlin, que se entrega à história com tranquilidade ao filmar este lugar bonito e assustador, uma vez que já havia entrado no assunto no documentário de 2008, Glory At Sea. Isso permite que o deslumbre fique de lado e ele nos mostre o que realmente há de belo na ilha, em seus habitantes, na luta pela sobrevivência e na vida, na deles e na nossa.
Recomendo fortemente. Impossível não se amolecer...

Outro filme com protagonista forte é Amor, do Michael Haneke.
Sobre a densa, porém não menos belíssima história não há muito o que dizer. Ela é simples e direta: Um casal de músicos aposentados desfruta de uma vida de luxos adquiridos com o tempo até que um dos dois sofre um derrame e resta ao outro cuidar de seu ente querido.
O que no começo é uma massagem triste na alma, de repente vira um soco no estômago quando vemos como  o ser humano é capaz de definhar rapidamente, como somos frágeis, finitos. Não vou falar muito sobre ele, porque sinceramente nem sei o que falar. Resta comentar como Jean-Louis Trintignant está ótimo no papel, mas é Emmanuelle Riva, que também concorre ao oscar de melhor atriz, como mencionado acima, quem rouba a cena.
Sério, vou me ater a isso e deixar a você a recomendação de assistir a esse que, até agora foi o mais difícil de todos os indicados pra mim. O filme é ótimo, mas eu duvido que você saia da sala sem pensar em cada uma das pessoas que ama e em si próprio sem sentir uma pontada de medo do inevitável futuro.

O último da vez é o muito doido (perdão pelo trocadilho) O Lado Bom da Vida, do David O. Russel.

Esse aqui é o responsável pela indicação de Jennifer Lawrence ao mesmo Oscar que as duas protagonistas acima. Essa divertida história de amor nada convencional traz Bradley Cooper como Pat Solitano, um professor substituto de história que acaba de sair de um manicômio onde ficou internado por oito meses para tratar as crises de bipolaridade agressivas. Pouco depois de voltar pra casa, através de amigos Pat conhece Tiffany, que perdeu o marido recentemente e também tem passado por maus bocados para lidar com a situação.
Os dois começam a se envolver meio a contragosto e acabam descobrindo o óbvio: Ninguém é normal. Mesmo.
Esse aqui é CERTEZA que não fatura a estatueta de melhor filme, mas é um dos mais divertidos de todos.
De uma forma bem leve e engraçada ele conta como um problema gigantesco pode se tornar uma solução feliz. Supostamente O. Russel fez o filme para seu filho, que sofre de alguma doença mental, mas sendo isso verdade ou não, o diretor tem o mérito de manter essa afiada comédia romântica num patamar muito além do esperado pelo gênero. Vá ver com quem você ama, compre pipoca, se divirta e não se deixe esquecer que não importa o quão difícil for o momento que está passando, é tudo uma questão de se pôr pra cima.
Mais um que recomendo fortemente!

E a segunda parte das "mini-resenhas" fica por aqui. Chegamos ao quinto filme assistido e no domingo devo falar sobre os outros quatro que ficaram faltando.

E aí, gostou?