sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Aleatórias: Esperar o Ônibus, Momentos Constrangedores e Reclamações Femininas

Nem sei que show era, mas
do livro eu  garanto que lembro
Essa semana eu experimentei diversas possibilidades aqui no blog. Dei uma modificada no layout, nas cores, nos menus, enfim... Tudo para dar ao blog aquela cara de cantinho da casa aonde a gente gosta de se aconchegar quando faz aquele tempinho gostoso, sabe? Não sei para vocês, mas para mim, funcionou. Tanto é que me deu mais vontade de vir aqui escrever, mais e mais...

Esse, por exemplo, é o primeiro texto da lista de textos aleatórios. Basicamente são pensamentos ou momentos que me ocorrem durante o dia e são grandes demais para o Twitter e pequenos demais para uma postagem inteira para si próprios.

Então vamos ao que interessa!

2011 mal começou e lá estou eu, me inspirando diariamente com as coisas menos óbvias do universo.

Nesses últimos dias eu aproveitei como nunca o tempo que costumava ser perdido, por exemplo, no percurso do trabalho para casa e vice-versa. Não há hora melhor para colocar a leitura em dia do que esperando o ônibus porque, em geral, esse tempo seria gasto com qualquer outra ação como olhar para a frente à procura do transporte que nunca vem. A exceção, é claro, é se você for uma daquelas pessoas que não consegue mudar de um pensamento para o outro com a mínima rapidez. Se este é o seu caso, assegure-se de estar dentro do veículo antes de sacar o livro (a não ser que o ônibus que você pega passe com frequência).

A propósito, se portar em ponto de ônibus é uma coisa estranha, né?! A gente não sabe se olha pra frente o tempo todo, se olha para as pessoas ao redor, de vez em quando ainda dá aquela olhada para trás, como se o ônibus fosse surgir de um portal transdimensional na contramão com o único objetivo de buscar a vossa pessoa. E isso vale também para outros momentos aonde a espera é inevitável, como ante-sala de dentista, fila de banco, ir ao cinema sozinho e aguardar as luzes apagarem, entre outros momentos constrangedores.
Talvez dormir, quem sabe?

Voltando ao assunto, lembro quando, há alguns meses atrás, comentei com uma amiga que eu gostava de andar de ônibus. Ela me olhou como se eu tivesse dito que Gossip Girl era muito melhor do que Lost. Juro!

Não é aquele gostar de quem se acostumou. É mais gostar de se divertir mesmo. Chego a ficar chateado quando preciso ir para o trabalho de carro. Andar de onibus é uma rotina diária e é também o meu momento de me atualizar comigo, com meus anseios e pensamentos e de quebra ainda dá pra  aproveitar esse tempinho da viagem (que às vezes, demora bem mais que o inho) para colocar a leitura em dia. Sempre que posso, faço isso em casa, mas com tanta coisa por consumir, como eu já falei por aqui, prefiro usar o tempo inevitavelmente dispendido, com uma tarefa maleável e reservar o tempo em casa para o que não pode ser feito na rua.

Mudando de assunto, lembro que esses dias estava pensando em como funciona a mente feminina e a mente masculina. Antes da viagem da minha distinta futura esposa, tivemos uma pequena discussão quando ela escureceu o tom dos cabelos e eu não percebi. Eu argumentei que havia precavido ela no começo da nossa relação de que isso poderia acontecer... Não sou muito detalhista na arte das roupas, cabelos, maquiagens, linger... não, nessa eu sou.

Bem, lembrei disso enquanto estava no trabalho, com uma blusa de frio fechada até o pescoço e me peguei tentando lembrar qual era a cor da camiseta que eu havia vestido por baixo. Aí fica a pergunta: se eu não lembro nem qual a cor da camiseta que eu vesti por baixo da blusa há pouco menos de duas horas, como poderei lembrar que você usa uma tintura caramelo escuro e mudou pra preto, amor?
Não é vontade de ser desligado nem nada, mas os homens não deveriam ser punidos por não notarem essas pequenas nuances. 

Resumindo, a troca da cor era apenas uma etapa para aplicar uma pintura ruiva. E aí, meu querido, eu reparei com toda a glória que poderia ter reparado. Até porque não era mais somente minha mulher. Era um novo ser, elevado aos seus e coberto de glória... Ai, minha ruiva.


Em compensação, fiquei mais de uma semana sem arrotar na frente dela e ela não percebeu. Por isso voltei ao meu hábito.

E dizem que a chave de uma boa relação é a observação. Não é que eu seja mau observador, eu só sou esquecido mesmo, eu acho...

Tanto é que eu tinha uma ótima sacada para terminar esse texto, mas provavelmente ela ficou para trás quando eu sentei na poltrona da janela e vi o movimento do ônibus acertar a sincronia perfeita da música que eu estava ouvindo, mas falo mais disso um outro dia.

E você, quais hábitos tem para se entreter enquanto precisa passar o tempo em filas de banco, viagens de ônibus, festas do trabalho, visitas a casa de parentes insuportáveis? Divide aí comigo nos comentários?