terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Chave


I

Eu sei que fechei os olhos
e eles deveriam enxergar o céu.
Eu sei que tampei os ouvidos
e lacrei o coração.

Eu não reparei em cada detalhe
e não acreditei que pudesse querer.
Eu era meu prisioneiro
porque era assim que devia ser.

Com medo de desejar fugir
temendo ser pego por mim
Eu traçava um linha reta
que ia do princípio ao meu fim.

E não pude sorrir nem chorar,
Nem gritar, sonhar ou sentir
Eu, um edifício desmoronando
Cada pedra um muro a ruir.


II

Assim como a surpresa
Que é a maneira indecente
Da vida mostrar que o controle
não está nas mãos da gente

Assim como o inesperado
Situação que surge de repente
Para mudarmos os planos
ou só pra confundir a mente

Assim você surgiu nessa vida pacata
Assim.
Como uma chave,
para desprender-me de mim.

Quando a história toda
parecia trágica
Você surgiu como um chave
mágica.

E destrancando meus conflitos
me libertando dos medos
guardando a felicidade
Nunca era tarde, sempre cedo.

Cedo pra correr por aí
e sentir que a vida é bela
Você sempre foi tão incrível
Pintando-me à sua maneira, numa tela

Observar cada detalhe
Para isso não precisa atenção
Você me ensinou que um sorriso
vem muito mais da inspiração.

E jamais hei de esquecer
deste esforço todo
Pirilimpimpim!
Você sempre faz sua mágica de novo!

Muitíssimo Obrigado


365 dias de um novo pensamento.
Valeu, querida!

:D