sábado, 22 de setembro de 2007

No fundo, eu não sei!


Se todo o tédio que despertei hoje

ainda estivesse em seu repouso
o meu descanso não seria entediante
e o meu tédio não me faria nervoso.

Esse ar, que me falta por sobrar
por sozinho ter de respirar toda a imensidão.
O ar que penetra por todas as células
e me lembra, como inimigo, o tamanho da solidão.

E não posso esquecer o calor!
Calor que me deixa exausto demais pra seguir...
Por dias e noites sufoquei,
por faltar tanto quanto e tanto para onde ir.

E o resto de carne do coração velho...
Bate descompassado e imundo,
Bate em mono e em estéreo...
Esse coração, de sentimento louco profundo
que arrisca a dor do viver, o prazer de sorrir
é o que me guia por todo o infinito mundo
e lembra a mim que sou eu que não está mais aqui.

Então, cadê?


Filyppe Saraiva