sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Enrolando...

Eu tinha um tema para escrever, ele era "Superando o medo do desconhecido" ou algo assim. No entanto, eu perdi as palavras todas. Senti que elas saíam da minha cabeça e iam pousar em textos já escritos por outras pessoas, textos que li há anos e mesmo alguns que relia enquanto pensava no que escrever.

Então, lembrei que queria muito escrever, por já ter bastante tempo que não me dedicava a isso. Numa conexão psicológica impossível de transcrever, liguei isso a um trecho de O Hobbit, do J.R.R. Tolkien...
"É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar."

J.R.R.Tolkien - O Hobbit

Tolkien não podia estar mais certo.
Quando se está feliz, tudo o que se quer é sentir o momento, como se jamais fosse ocorrer novamente, não importando coisas "frívolas" como escrever sobre a causa da felicidade ou mesmo narrar a alguém.
Em oposição a isto, se nosso coração está partido, se sofremos alguma dor ou passamos por um infortúnio, a vontade é a de livrar-se daquele sentimento da maneira mais rápida possível. Recorremos aos amigos, para que nos ouçam; buscamos conforto em páginas em branco de velhos diários; por vezes transformamos nossa dor em novela, nas páginas virtuais de blogs, fotologs, twitters e derivados.


Há quem diga também que a dor é inspiradora. Lembro de ler algo parecido, escrito por Machado de Assis ou alguém famoso, no encarte de um cd do Dj. Patife. O autor falava sobre como a dor pode ser produtiva e como o amor pode viver de dor. Sem dor, não há amor...
E sobre amor eu não quero comentar muito. Dona Bruna disse que eu terei outra visão deste sentimento após assistir a um determinado filme... (e assim que eu terminar de vê-lo, venho aqui meter o meu bedelho).

Então, esse post estranho sobre ócio criativo, amor, preguiça, felicidade, J.R.R. Tokien e Dona Bruna vão ficando por aqui, com a proposta de que as pessoas dediquem mais de seu tempo a narrar os momentos felizes... Quem sabe assim, quando bater aquela velha tristeza, ao dar uma lida no texto sobre estar feliz você não lembra como é o caminho que tem que percorrer para estar assim novamente! Certo?