domingo, 9 de agosto de 2015

Sobre Esse Tal de Dia dos Pais

Eu nunca fui muito familiarizado com essa data.
Como eu não conheci meu pai, eram da minha mãe os presentes na escolinha, e eu não cheguei a ter esse curso que vai desde como arrumar carros a gostar de times de futebol que muitos de vocês tiveram a oportunidade de ter.
Mas antes que você pense "coitadinho dele", eu lembro a você que tive uma mãe que fez o possível e o inenarrável pra nunca deixar me faltar comida, quadrinhos da Turma da Mônica, folha pautada, Lego, educação e carinho. Não sou muito bom em matemática, mas posso afirmar que saí ganhando nessa equação fácil fácil.

Mas a verdade é que, no fim das contas, eu não tinha muita experiência. O que eu sei sobre ser pai é uma mistura do que aprendi com minha mãe, mais o que aprendi assistindo Rei Leão; Eu, a Patroa e as Crianças; O Paizão; Querida Encolhi as Crianças; Rocky e até Star Wars e, bem, esse filme aí abaixo. Ou seja, acho que aprendi o suficiente pra poder entrar nessa e continuar aprendendo.

Eu sei, sem precisar pensar muito, que a Fran Saraiva é uma mãe muito melhor pro Luke do que eu como pai, ela se doa muito mais e tem uma porrada de dias que eu me sinto um bosta porque ela é a preferida dele, a escolha dele... aí eu lembro que se fosse eu, no lugar dele, também ia preferir ela. haha
Daí me sobra esse papel louco de ser o cara que olha pra'quele pedaço de gente, pega no colo e repete incontáveis vezes "cara, você ainda não sabe o que significa isso, mas eu te amo pra caramba, ok? Quando você aprender o que é isso, lembra que eu já te falava muito antes, beleza?" pra ver se ele aprende, entende, ama de volta. E quando ele sorri pra mim com aqueles dentinhos lindos eu só consigo pensar que ele não sorri assim pra mais ninguém (o que é mentira, porque se você der um molho de chaves pra ele, ele provavelmente vai rir pra você também, mas dane-se).

Então, pra mim, ser pai tem sido muito intenso, confuso e fantástico, em geral tudo ao mesmo tempo! É algo muito diferente do que minha experiência com o cinema poderia ter ensinado, e não, eu não estava pronto, mas dificilmente a gente está pronto pras coisas interessantes da vida, não é mesmo? Resta então levantar a cabeça, fazer o impossível pra nunca deixar faltar nada, substituir todos os palavrões possíveis (putz, eu usei um "dane-se" ali em cima, LOGO EU, VÉI...), assistir televisão no volume seis ou menos, improvisar no nível hardcore quando fica sozinho com ele (valeu, YouTube) e ensinar tudo de positivo possível, pra tentar ao máximo fazer da criança alguém melhor pro mundo, trazendo o equilíbrio pra Força.
Todo esse depoimento meia boca é pra dar os parabéns pra todos os meus amigos pais, principalmente os de primeira viagem que às vezes estão aí, se sentido uns bostas também. Eu não sei se estou certo ou não, mas acho que deve ser normal se sentir assim de vez em quando. O segredo aqui tem sido não se comparar com a mãe (porque aí a briga é feia!).
Acredite em mim, se você tem feito alguma coisa pela felicidade do seu filho, dando algo além de dinheiro, você já está fazendo muito mais do que muita mãe por aí poderia querer. Se der ouvidos, amor e atenção verdadeiras, está fazendo muito mais do que muito filho por aí poderia sonhar.
Feliz Dia do Lado B.