quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que estive lendo / Abril de 2012

Tem muito tempo que não trago uma atualização sobre o que estou lendo. A última vez foi há mais de um ano. Então vem aí um breve apanhado sobre tudo que li ultimamente.

Vamos lá:

Odd e os Gigantes de Gelo de Neil Gaiman (aquele do Sandman, de Coraline, Stardust), com ilustrações de Brett Helquist (o mesmo cara que desenhou Desventuras em Série).

O livro conta a história de um moleque chamado Odd que vive num vilarejo pequeno, onde começa a fazer muito frio. Com o frio, claro, as pessoas ficam muito chatas (não é o meu caso, que adoro o frio, mas enfim...) e então o Odd sai em busca de uma maneira de resolver esse problema e acaba cruzando com um urso, uma raposa e uma águia, que acabam levando o moleque até Asgard e deixando nas mãos dele a responsabilidade de resolver a parada toda.

O livro é um conto do Gaiman, de 128 páginas, leitura fácil e um acabamento fodíssimo da Rocco (a capa possui borda dourada) e o preço é muito bom. Na Livraria Cultura ele custa a pequena bagatela de R$20,00 (isso é mais barato do que alguns sanduíches de 30cm do Subway).

Imperdível.





Extremamente Alto & Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer (Autor de Tudo se Ilumina).

Provavelmente o maior tapa na cara que tomei nos últimos tempos. E eu me recuso a falar muito sobre ele para não estregar qualquer que seja as surpresas que ele pode trazer.

O livro intercala a história da vida de personagens que vão se desenvolvendo e desenrolando de maneira genial. Quando percebe, você já foi pego por Oskar, pela vó e por todos os Black.

Acabou gerando um filme que eu ainda não vi, mas que estão dizendo que nem de longe é tão bom.

"Extremamente" acabou fazendo meu fevereiro mais nostalgicamente feliz, assustador e cheio de esperança.

“…isso é tudo que todo mundo quer dos outros, não o amor em si, mas sim o conhecimento de que o amor está presente como pilhas novas na lanterna do kit de emergências no armário do corredor.”
pág. 147
Fantástico.



Jogos Vorazes de Suzanne Collins


Li Jogos Vorazes por vários motivos diferentes. Li pelas indicações constante de colegas que tem gostos similares e um bom julgamento da atual literatura infanto-juvenil, li porque na hora de vender, é mais fácil indicar livro que a gente já leu e li porque o hype era tamanho que me deixou curioso, querendo ver de qual era esse tal de Jogos Vorazes.
Li e Adorei.

O primeiro volume da trilogia conta a história de Katniss Everdeen, uma adolescente que vive em Panem, que é tipo uns Estados Unidos só que 300 anos no futuro, onde o país se dividiu em 13 distritos diferentes fora a capital. Só que o regime ditatorial estabelecido não agrada e daí o pessoal do 13o distrito tenta dar um golpe e se fode feio. Então a Capital, para lembrar quem manda naquela porra, cria os Jogos Vorazes, que é tipo um Big Brother. Funciona assim.... Cada um dos 12 distritos restantes (o 13o Distrito é dizimado como um celular no microondas) é obrigado a mandar um rapaz e uma menina com idade entre doze e dezessetes anos para a arena, onde lutarão até a morte, restando apenas um. O vencedor tem direito a um maior número de comida para sua família e seu distrito. A moçoila de quem falei lá em cima, Katniss, entra nessa parada quando a irmã mais nova dela, Prim, é escolhida como um dos tributos do jogo. Sem parar para pensar, Katniss acaba se voluntariando para ir no lugar da irmã.

Por ser uma nova franquia, best-seller e ter uma protagonista feminina, as comparações com Crepúsculo não tardaram a surgir. Mas não poderiam ser mais equivocadas. Jogos Vorazes é sangrento, árduo, honesto e além de bem escrito, traz críticas sociais em vários níveis, para um público atualmente acostumado com sagas mitológicas mal desenhadas e criaturnas soturnas brilhantes. Além do que, a protagonista é o extremo oposto daquelazinha do Crepúsculo da Bella. Katniss toma as rédeas de seu futuro e luta por sobrevivência, não fica a espera da salvação. No meu ver, uma figura feminina muito melhor para essa garotada que já faz filho aos 11 do que a personagem de Meyer, que é um incentivo aberto ao falso puritanismo (vulgo putaria oculta).

Recomendo.





Amanhã - O Outro Lado do Amanhecer
de John Marsden


No finzinho do mês passado eu terminei de ler esse, que é o último volume da série conhecida apenas como Amanhã, escrita por um senhor australiano e publicada lá fora desde 1993.

A série traz uma premissa bacana, colocando o leitor no lugar de um grupo de adolescentes australianos que saem para acampar durante um feriado nacional e, quando retornam para a casa, encontram além de nada, ninguém.
O país dele foi invadido por uma nação inimiga, que resolveu que precisava de mais espaço e achou que a Austrália não tinha gente o suficiente e daí, foi lá e pãnz, tomou de conta.

A série traz sete livros contando como Ellie Linton e seus amigos sobreviveram (ou não) e resolveram dar o troco na potência mundial que resolveu invadir seu país.
Escrito em primeira pessoa, o livro cria uma aproximação intensa entre leitor e os personagens, e, chegar ao último volume torna isso um pouco mais emocionante do que devia.

Sobre o que eu achei da série, basta dizer que desde Harry Potter eu não me afeiçoo tanto a personagens e que não consegui segurar as lágrimas do meio pro final do livro. Levei mais de um ano para ler a série completa, porque além de alternar entre outros livros, tive que aguardar o lançamento dos últimos dois volumes por aqui, pela Editora Fundamento.

Recomendo fortemente, principalmente se você gosta de literatura infanto-juvenil mais adulta, direta, sem meias palavras. A série pegou não só a mim, mas minha noiva e alguns primos meus e dela, gente que nem tinha o hábito da leitura.
Recomendo muito, mesmo. E recomendo de novo.
Essa galera vai me fazer muita falta...





E assim, termino um apanhado das minhas últimas leituras.
Em breve volto, falando um pouco sobre livros que estou aguardando e sobre os quadrinhos que estou lendo atualmente.
E você, o que está lendo? Diz aí nos comentários!